quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Poesia (Edurado Carneiro)


Vem!

Com algumas notas eu te ajudo a compor essa canção,

Que talvez traduza os devaneios do teu coração.

Só para que você entenda que a vida,

Pode se adaptar muito bem a qualquer refrão,

Principalmente aquele tocado com as cordas do meu violão.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

O MEU PRIMEIRO AMOR (Poemas Noturnos - Eduardo Carneiro)

O MEU PRIMEIRO AMOR

Oh, minha pequenina,
Vou sempre te amar,
Ao teu lado,...
Sempre vou estar,
Em meu colo,
Sempre poderás se jogar,
Entre os meus braços,
Eternamente iremos brincar,
E mesmo quando a velhice chegar,
E o meu vigor me faltar,
E não poder mais me sustentar,
O meu espirito há de me renovar,

E tua cabeça em meu seio irás reclinar,
Para dos meus lábios os teu ouvido escutar:
“Minha primogênita,
Comigo podes confiar e contar,
Pois neste mundo nada vai nos separar,
E quando para os teus braços eu não voltar,
E para a terra o meu corpo tombar,
As minhas lembranças farão você dizer com fervor:
- O meu pai sempre foi o meu primeiro amor”.

sábado, 30 de julho de 2016

SOZINHO (poema noturno - Eduardo Carneiro )

SOZINHO (Poema - Eduardo Carneiro)

SOZINHO


Não fique assim tão triste,
Onde estão os teus amigos?
É duro, eu sei,
Todos se foram.
Então, agora é com você,
Você e você mesmo.
[...]
Não questione a situação,
Isso não vai adiantar nada,
Você tem que passar por isso,
O destino quem te reservou,
Agora é com você,
É você e você mesmo.
[...]
Para onde vais?
Não fujas sem tomar a decisão,
Por que farias isso de novo?
Não sabes tu,
Que o vazio te acompanharia,
E a solidão te alcançaria?
Esse é o teu momento brother,
É você, e você mesmo.

[...]
Não precisas falar nada,
Eu sei que a tua dor é grande,
Já tá dando para perceber.
Suporte, pois não há o que fazer.
Lembras-te do que eu te falei
Há muito tempo [...]
Há muitos anos trás?
Pois é [...] pois é [...]
Agora sejas forte,
É com você,
É você e você mesmo.

terça-feira, 26 de julho de 2016

POESIA - Mãe, cadê você?

Mãe, cadê você?
Saudade de quando o teu amor e afeto me bastavam,
Quando os teus seios me amamentavam,
e os teus dedos no meu rosto me acariciavam, 
e os teus sentimentos em mim se materializavam,
e as tuas mãos estendidas nunca me faltavam
pois os teus abraços sempre me refugiavam.

Mãe, cadê você?
... os teus cuidados me abundavam,
... o teu amparo e dedicação me animavam,
... suas palavras, depois do perdão, não me recriminavam.

Mãe, cadê você?
Se no mundo dos vivos ainda estivesse,
Ou caso uma oportunidade de voltar ao tempo houvesse,
Os teus conselhos agora, talvez, eu mantivesse,
Pois, momentos para lembrá-los sempre aparecem,
Mas o importante é que o teu amor até hoje em mim prevalece.

EAC

quarta-feira, 20 de julho de 2016

SAUDADES DE VOCÊ - poesia



Agora à tarde,
 Veio-me à memória,
 O nosso primeiro encontro.
 Eu era muí jovem,
 Mas já me cortejavas.
Eu não queria saber de você,
 Por isso, te recusava,
 A tua insistência,
no entanto,
 me aquebrantava.

 E numa dessas noites,
 A vida aproximou-me de ti,
 Eu estava sozinho e, então,
 resolvi não resistir,
 Sem dar conta do meu passado,
 Abraçou-me e me falou assim:
 “Filho, te amo,
 vem pra mim”.

E, partir desse dia,
Todos os dias eu te encontrava,
 Tua voz, minha alma refrescava,
 Por isso, a ti ouvia mais do que falava.
 E quando eu acordava, ali já estavas,
 E na cama, quando eu me deitava, ali ficavas,
 Até os meus sonhos, abrigavas.

Juntos fizemos muitos planos,
Prometi te seguir para onde fosses,
 Meus parentes não entenderam,
 Meus amigos não me reconheceram,
 Mas pela viração do dia,
 Ao teu lado estava,
 E no teu jardim,
repouso eu encontrava.
 E a tua presença,
Era tudo que me bastava.

[...]

 Contudo, a vida deu muitas voltas,
 E numa dessas eu me perdi,
 Fui me ocupando com tantas coisas,
 Até que de ti me esqueci,
 E quando menos percebi,
 Tu já estavas longe daqui.


 Decisões erradas tomei,
 Nossos planos olvidei
 Caminhando contigo não continuei,
 Mas a nossa história eu consagrei,
 A redação dela ainda não terminei,
 Pois dEle hoje me lembrei,
Do meu Deus saudades manifestei,
Dos meus pecados, a ele falei,
 E nesses versos o adorei.

EAC 19/07/16